As Palavras

Um blog onde trago as coisas do meu e do nosso mundo.

10/2/10

Um caminho adiante

Chega um momento em que a gente quer um algo a mais. Ou mesmo sente que há uma perspectiva adiante que facilite o crescimento e a realização dos nossos ideais, idéias, pensamentos, críticas enfim, percebemos que o pedaço do mundo ao qual fazemos parte pode ter um pouco mais de nós.

Pensando nisso, esse blog ganhará um espaço maior. Nem tenho idéia de quantas pessoas o visitam, mas pensando em possuir características mais interessantes para os visitantes, espaço para divulgar outros Blogs, fazer parcerias a fim de possuirmos um conteúdo que possa acrescentar mais coisas à vida das pessoas através de outras histórias de vida,  fiz o registro do endereço http://www.aspalavras.com.br.

Aos poucos migrarei todo o conteúdo desse blog para o site que estarei desenvolvendo. São pequenos passos, mas é algo que me deixa com mais flexibilidade de trabalhar no conteúdo para que ele possa servir à um pedaço da vida de quem o acessa. De maneira simples, clara e viva.

Como uma estrela, a luz de certas coisas não cessa e mesmo que um algo encontre seu fim, a sua luz permanece, mas nunca no mesmo lugar, uma vez que a luz viaja para várias direções, assim como as palavras que compartilho e que cada um pode compartilhar comigo, fazendo parte desse blog, da minha vida e agora do site.

Abraço a todos.

criado por marcio.hgo    23:24 — Arquivado em: Sem categoria

9/2/10

Recortes

 

Fazemos recortes a todo tempo. Pegamos matérias de jornais, nos apropriamos das palavras dos grandes líderes ou pensadores ou simplesmente pessoas do mundo que, em um momento de contato consigo mesmo, transportaram de suas mentes e corações, singelo sofrimento, um sonho audaz ou mesmo palavras de um grande amor. Tomamos isso para servirem de ilustração para os nossos instantes entre o nascer e o morrer. A efemeridade da vida nos faz isso. 

Somos como escavadeiras errantes, procurando sem controle possíveis respostas, e cavamos, cavamos, cavamos… mas ao cavarmos encontramos somente um buraco com fundo espelhado.

Não quero colagens. Hoje escrevo a minha própria literatura. Livre, solitária, colorida, ácida, errada na rima, (im)própria, incongruente talvez, pulgente simplesmente. talhada nas coisas que vejo da boca pra fora, do olhar para dentro.

Pode até ser que eu esteja seguindo coisas que não me levem aonde quero chegar. Será que há mesmo como saber isso?

Talvez o chegar seja consequência de um caminho belo, onde eu possa fazê-lo calmamente, vestindo  uma sandália, parando a beira de uma cerca, ouvindo histórias de Fulano, catucando frutas que caíram no telhado de Beltrano, sorrindo ao admirar a tenra paisagem impressionista, colorida, e aconchegar-se nos braços de uma noite escura e silenciosa.

Junto de mim carrego alguns poetas. Poetas são aqueles que enchergam o mundo a partir dos olhos da alma e certas palavras deles são como ensinamentos que me põe a pensar e ouvir com o coração.

Este é o meu paraíso, sem muros ou cercas onde todos são bem vindos. Podem caminhar comigo mas o melhor é que seja feito lado a lado, assim poderemos olhar um para o outro e compartilhar o que tivermos de mais precioso, e isso poderá acontecer até mesmo sem palavras pois para certos versos, basta o silêncio.

E se depois de um tempo, as mãos dadas não fizerem mais sentido, sem lamento poderemos soltá-las pela felicidade de traçarmos o nosso próprio caminho e quem sabe, quando ouvirmos a nossa chuva, poderemos nos encontrar novamente…nem que seja nas palavras…

Quanta saudade…

criado por marcio.hgo    23:48 — Arquivado em: Sem categoria

3/2/10

Um conto de natal!

Sei que estou um pouco atrasado, mas estive viajando e postar sempre é um convite à reflexão e a um momento onde as palavras devem vir com calma e ao seu tempo. Aproveito para desejar a todos os leitores que o ano de 2010 seja mais que belo e marcante.

Uma pessoa muito especial me contou uma história que não poderia deixar de compartilhar.

Era véspera de natal de 2007 quando, envolvida de uma certa tristeza e um clima melancólico, Nina decidiu encontrar refúgio das mazelas do seu humor, dentro do seu quarto.

Era ele pequeno e em formato retangular. Nele haviam uma cama coberta com um colchão de perfil baixo e um lençol estampado jogado sem compromisso.

No canto à direita da porta repousava um guarda-roupa de duas portas feito em uma linha de produção padrão, mas que guardava todas as fantasias, identidades e adereços de quem canta para o mundo. Lá era guardado também uma caixa pequena com coisas secretas, onde Nina aos poucos estava se descobrindo. Próximo a ele, sobre um hack improvisado em um criado mudo, havia uma pequena tv e o canal do dia era sobre ciência e história devidamente embalados em um documentário sobre a 1ª uhh ou seria a 2ª guerra mundial?

Pois bem, o fato era que Nina iria desfrutar do que talvez seria sua única diversão natalina e qu veio atraves de um presente de uma amiga: um espumante tom jobimianamente gelado onde ela poderia se conciliar com suas dores e depois dormir tranquilamente em direção a um novo dia.

Com isso, foi fácil pensar no que fazer. Pegou logo uma taça, deitou-se na cama e assim foi, lembrança a lembrança, esvaziando a garrafa à companhia da luz que caetano velosamente entrava pela janela sobre a cabeceira da cama.

Ao finalizar seu ritual, sentia-se no alto da embriaguez: “__Nossa, devo estar bêbada!” completou em voz baixa, e com a televisão já fora do ar, o que lhe restava era ver o mundo girar de olhos fechados, até o dia clarear.

Eram 10 horas da manhã seguinte quando uma insistente dor de cabeça fez Nina abrir os olhos e pensar: “__Que ressaca!”. Descabelada e ainda meio tonta, ela pega a garrafa do tal espumante a fim de desfazer-se dessa lembrança que só lhe deixou dor de cabeça, quando de repente ao ler o rótulo, ela se viu traída pela sua própria veia trágica ao perceber que sua melancolia se transformara em um conto bem humorado. E no rótulo do espumante jaziam as seguintes palavras:

“Refrigerante gaseificado sabor de fruta, sem álcool”

criado por marcio.hgo    12:20 — Arquivado em: Sem categoria
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